Valises bouclées. Mon objectif est à Paris, France.

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , ,

      
      Foi de repente. Não sei o que me deu na cabeça. Só me lembro de ter visto alguém na televisão que falava o idioma e logo me interessei por ele. - Francês?, se intrigava minha mãe. Como assim francês? Ninguém fala francês! Bom, eu seria o primeiro a falar para ela. De fato, ela queria que eu terminasse meu curso de inglês (afinal, o inglês é a língua oficial do mundo). Mas o francês já foi a língua oficial do mundo. Alguém já ouviu falar da La Belle Époque? Procurem livros de história e saibam o que é. Ler é sempre bom.
      Meu objetivo era aprender o francês afim de ir para a França. Quem nunca sonhou em conhecer Paris? Pessoal, chega de usar o "Google Earth" né? Ninguém merece olhar a cidade luz somente pela tela do  computador. Rs'. Mais Paris era um sonho caro. O custo de vida lá é muito alto para minhas humildes economias. Assim como toda metrópole, Paris é rodeada por subúrbios que são mais acessíveis. Por isso, sempre que alguém lhe disser que passou uma temporada em Paris questione: Você foi em Paris ou no subúrbio de Paris? Essa cidade é tão pequena que dá para atravessá-la de leste-oeste em apenas três horas. Iria ser, para mim, as três horas mais felizes da minha vida.
      Sim, eu tenho o objetivo de me formar em Jornalismo e fazer um intercâmbio na Sorbonne ou em qualquer outra Universidade da França. Por isso também fiz o curso de francês. Seria muito mais fácil ir na França da América do Sul não? França da América do Sul? Como assim? Seu nome é Guiana Francesa. Capital, Caienne. Em meio a Floresta Amazônica fora erguida um território francês. Embora seja muito mais acessível ir para lá decidi gastar tudo o que tinha e embarcar nesse sonho.
      Paris, Paris. Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Avenida Champs-Élysées e por aí vai. Minhas mochilas foram daqui com o destino a São Paulo. Espera. Eu moro em São Lúis, Maranhão. Que terra linda é a minha. Mas sim, saindo daqui, do aeroporto Marechal Cunha Machado peguei uma ponte aérea até São Paulo, em Congonhas. Passei um dia no aeroporto. A ansiedade era muito grande. Quase não vi o tempo passar. Tudo estava indo conforme eu queria. Lá eu conheci uma francesinha. Émille Durant. Ela ia para Paris depois de passar um mês de férias no Brasil. Ela me disse que amou este país e que eu iria adorar conhecer a França. De fato, ela acertou. No avião, Émille me contou muitas histórias de seu povo. Coisas que eu ainda não sabia. Uma turbulência aqui e outra ali, mais tudo ocorreu bem. Graças a Deus cheguei na cidade luz em perfeito estado. Pronto para mergulhar no mar da música, arte e conhecimento.
      Paris e seus subúrbios (sim, eu fiquei no subúrbio ao redor de Paris) são lindos. Todos os projetos urbanísticos e todos os lugares são lindos. Sim, eu caminhei de leste-oeste em Paris. Em mais de três horas, fato. Minha condição física não permitiu caminhar em menos tempo. Dei uma esticadinha na Bélgica, Suíca e peguei um voo até a Holanda. Amsterdã é muito linda. Lá é tudo liberal mais eu não sou assim não. Me contive. Senão, nem sei se estaria lhes contando isto. Foi uma viagem maravilhosa. Conheci outra francesinha quando estava em Lyon. No jogo do Lyon versos Marselha. A rivalidade do futebol francês é quase a mesma que no Brasil. Na França, o Lyon é como se fosse o São Paulo Futebol Clube, o melhor time do país (tricolor, clube bem amado...). Paulinne era torcedora fanática do Lyon e uma loira dos olhos azuis e corpo violão perfeito. Logo ela chamou minha atenção. Afinal de contas, as francesas não chegam aos pés da brasileiras mais aquela sim.
      Depois de uns encontros aqui e outros lá, Paulinne é o meu elo com a França. O oceano não é o nosso limite. E mesmo depois de dois anos que fui a França nosso namoro ainda está de pé. Pelo visto esta viagem só trouxe coisas boas. E o melhor? Minha terra, São Luís do Maranhão é como se fosse a França no Brasil. Tem coisa melhor? Hoje minha mãe não fala mais nada da minha opção em aprender francês. Através dele conheci o mundo e conheci meu amor, Paulinne. Assim como sou Lyon ela também é SPFC.
      Uma viagem que não conseguirei esquecer e nem tem como. Este ano irei de novo. Ver Pauline, claro. França, aí vou eu again.

"Texto fictício para o Blorkutando e OPEP mais que se Deus quiser se tornará realidade. É uma questão de tempo. Vou a França, Paris e confins. Sim, falo francês e um pouco de inglês. Espero que gostem. Abraços."

2 comentários:

  1. @juusep

    aaaaaaaaaaaaaaa francês é tão mágico *-* Parabéns, quero muito ampliar meus idiomas, no futuro!
    ;*

  1. Gêsa

    É a minha segunda opção em idioma, depois Espanhol e quem sabe até Italiano.

    Adorei seu blog, (:

 

2011 por Natalia Araújo 2013 por Allan Penteado. Exclusivamente para o blog Manuscrito. Cópia parcial ou integral é totalmente proibida.