O ser MULHER

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , , ,


A evolução da mulher na sociedade é algo que tem chamado atenção de vários especialistas, historiadores, sociólogos e antropólogos no que condiz a sua efetiva participação nos mais diversos setores da sociedade vigente. A mulher, que antes não tinha função alguma na sociedade, hoje tem enorme papel para na administração de nações, controle de empresas e participação política notável. A mulher vem se superando cada dia e a cada século. Elas vêm mostrando que não são coisa nenhuma de “sexo frágil”, antes disso, é um sexo muito forte e desempenha funções que homem nenhum é capaz de fazer.
A mulher, na idade antiga, mais especificamente na Grécia, era vista como mera reprodutora. Em Atenas, ela não tinha participação política e nem ao menos era considerada uma cidadã, enquanto que na cidade-estado de Esparta, a mulher tinha um papel social mais privilegiado, pois era a reprodutora de um “filho de Esparta”, um guerreiro nato e pronto para a guerra. Ao passarmos para a idade média percebemos que a mulher começou a se impor em meio à sociedade. O filme “A duquesa” mostra uma cena em que Georgina fala ao seu marido, o duque de Devonshire, que a forma que as mulheres utilizavam para se impor em meio à sociedade era através de seus vestidos, cortes de cabelos e sua postura, já que ainda não tinham influência política alguma. Ao remetermos a idade moderna percebemos a mulher mais forte e movimentos feministas se alastrando por quase todos os países do mundo. A idade contemporânea foi o marco para a mulher, pois nela, muitas conquistas foram realizadas e começou-se a perder o estereótipo de “sexo frágil”.
O que falar de Cleópatra, a célebre rainha egípcia que agitou o cenário político romano? E de Hatshepsut, a primeira faraó da história? E das rainhas Elizabeth I e Vitória, ambas assumiram o reinado da Inglaterra sob forte pressão e se consolidaram como as melhores monarcas da nação?  O que dizer de Margareth Thatcher, a Dama de Ferro, primeira-ministra do reinado de Elizabeth II na Inglaterra, conhecida por seu pulso firme e mudanças revolucionárias? Condoleezza Rice e Hillary Clinton, chefes de estado dos Estados Unidos que causaram no cenário político-administrativo internacional com suas declarações fortes e decisões imbatíveis? Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha com projeção mundial?  Golda Meier, literalmente, a primeira-ministra do recém país constituído pela ONU em 1969, Israel? Todas mullheres de fibra no cenário mundial e que mostraram que não são somente os homens que são capazes de lidar com situações de estratégia política e administrativa. Estas mulheres só demonstram ao longo da história que “sexo frágil”, literalmente, é coisa do passado e que as mulheres modernas estão voltadas para o mercado global e projeção mundial.
Enquanto isso, no Brasil, outras mulheres fizeram história. A imperatriz do Brasil, Maria Leopoldina, exigiu que D. Pedro proclamasse a independência do Brasil e em carta escreveu: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece". Chiquinha Gonzaga, a primeira mulher no Brasil a estar à frente de uma orquestra e que foi precursora do chorinho. Chiquinha revolucionou a música brasileira e é lembrada até hoje como referência para muitos músicos da MPB (música popular brasileira).  Rita Lobato Velho, a primeira médica do Brasil, formada em 1887.  Alzira Soriano de Sousa foi eleita a primeira prefeita da história do Brasil no município de Lages - RN. Maria Lenk, a primeira mulher brasileira a participar de uma Olimpíada em 1932. Nos Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro em 2007, Maria Lenk foi homenageada tendo o seu nome posto no Complexo Aquático feito exclusivamente para a competição. Roseana Sarney, a primeira governadora eleita em um estado brasileiro em 1994. Dilma Rousseff, a primeira presidente do Brasil, eleita em 2010.
Essas mulheres do Brasil mostram que não somente no cenário político-administrativo são referências. Enquanto umas ousam na música outras desempenham forte influência no esporte. Enquanto umas tentam usar sua influência hierárquica outras se destacam como a gênese de muitas outras mulheres que passarão a desempenhar as mesmas funções que os homens. Essas mulheres do Brasil só orgulham a nossa nação e serão por toda uma vida um exemplo para as gerações de mulheres que virão. Mulheres que, talvez, foram vistas com “olhos tortos” em sua geração, mas, hoje são lembradas como heroínas, celebridades, referências históricas de uma revolução no universo feminino.
Ainda que as mulheres sejam maioria no Brasil, elas ganham menos até quando ocupam os mesmos cargos no mercado de trabalho. Por diferenças como essa, o Brasil ocupa o 85º lugar em ranking que mede a desigualdade de vida entre os sexos em 134 países, segundo o Relatório Global de Desigualdade de Gêneros, apresentado no Fórum Econômico Mundial no ano passado. O ranking considera participação na economia, no mercado de trabalho, na política, entre outros fatores. Na questão da renda, por exemplo, a média anual do que as mulheres recebem no Brasil é de R$ 12 mil, enquanto os homens ganham cerca de R$ 20 mil. Dados do IBGE apontam que as mulheres estudam por mais tempo que os homens. O Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgou que a média de tempo de estudo da população feminina acima de 15 anos é de 7,4 anos, enquanto o da masculina fica em 7,1. Na faixa etária de 20 a 24 anos, a diferença é maior: as mulheres estudaram 10 anos e os homens, 9,3.
Apesar de todo o esforço feito pelas mídias sociais para que a força da mulher venha ser reconhecida ainda há aqueles que tentam combater o poderio feminino. Ainda há aqueles que possuem suas mentes voltadas para o passado e remetem à mulher o papel de dona do lar e não conseguem visualizar nelas um forte auxiliador na economia de um país ou na projeção que elas podem alcançar nas mais diversas áreas do saber. A mulher tem sido motivo de escárnio para poucos, mas, motivo de alegria para muitos. A mulher brasileira tem lutado na atualidade para mostrar que não são meramente “peitos e bundas”, mas que, são corpo, mente e vigor.  Seria possível ter a mesma visão que o filósofo francês, Rousseau, que a mulher só deveria cultivar a razão, se essa faculdade pudesse lhe garantir o cumprimento de seus deveres considerados como “naturais”, ou seja, obedecer e ser fiel ao marido e cuidar dos filhos e da casa? Acho que para os moldes da sociedade vigente isto não daria certo. O grito de liberdade da mulher está sendo ecoado por todo o mundo. A mulher já não é mais a mesma de séculos atrás. A mulher evoluiu, se transformou, transmutou-se.
A história só comprova que as mulheres são fundamentais para a preservação e consolidação da sociedade. Elas não são meramente reprodutoras, antes disso, são formadoras de opiniões e grandes exemplos de superação, pois, mesmo com o forte crescimento de sua classe elas ainda vêm sendo humilhadas e discriminadas nos ambientes de trabalho, sofrendo preconceitos por serem mulheres e ainda outras que vivem em regime de escravidão parcial ou total. A mulher pode ser muito melhor que o homem quando se pensa que ela assume vários papéis ao mesmo tempo. Ela pode ser mulher, mãe, dona de casa, exercer seu ofício e ainda encontrar tempo para realizar múltiplas tarefas.

"Texto extraído de um trabalho para minha disciplina de Laboratório de Produção Textual. Decidi compartilhar com vocês por que ainda não sei se sou bom mesmo com a formulação das palavras. Enfim, o tema foi mulheres e saiu isto tudo citado acima. Sei que é cansativo ler isto tudo, mas quem leu: valeu, valeu! Perdão pela minha ausência! Breve voltarei com muitas novidades legais!"

1 comentários:

  1. Tais

    Nossa que saudade de vir aqui rapaz seu blog ta show parabéns bjus

 

2011 por Natalia Araújo 2013 por Allan Penteado. Exclusivamente para o blog Manuscrito. Cópia parcial ou integral é totalmente proibida.