Algumas Considerações

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , ,

“Você parou de escrever. Teu blog era tua vida!”

     Após receber o sms de um amigo com a frase citada acima entrei em choque.  Sim, é bem verdade que parei de escrever e parar de escrever para um “escritor” significa a morte. Um escritor parar de escrever seria a mesma coisa que um cirurgião vir a ter um problema com o manuseio das mãos ou a mesma coisa que um cantor perder as cordas vocais e não conseguir mais atingir grandes notas. Tudo acabou.
     Você deve estar imaginando: - Nossa, como esse menino é dramático! Por que ele não volta a escrever então? Por que ele não volta a ser como antes? Sim, muitas perguntas para uma só resposta. A resposta de que a vida é só uma e que ela é um ciclo e que ciclo acabam ou se renovam. Isto infere que o ciclo de escrever acabou? Não, não em sua totalidade.
     Quando recebi este sms disse ao meu amigo que havia parado de escrever por que comecei a dar mais valor para a vida real e tinha deixado os “manuscritos” de lado. O blog me fez muito bem, é verdade. Durante um período da minha vida tudo o que passei transcrevi para este “diário virtual”, mas hoje muita coisa mudou. Minha vida já não é a mesma de antes. Hoje, tenho 21 anos, estou cursando Jornalismo, trabalho, tenho minhas muitas ocupações seculares e tudo isto toma meu tempo de forma que escrever já não tem tanta importância.
     Contudo, acho que você cogita a hipótese de que eu nunca fui um escritor, certo? Sim, de fato, eu nunca gostei do que escrevia. Os leitores poderiam até gostar, mas existe aquele velho ditado “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Como eu poderia gostar de escrever sobre coisas tão tristes e que perturbavam tanto a minha mente? Como gostar de escrever sobre frustrações e desamores? O pior é que muitas vezes estes textos acabavam por ajudar a outros. E no fundo, a recompensa de um escritor é esta: saber que os seus textos influenciam a vida de outros.
     Não estou aqui para desdenhar do que eu escrevi e do que fazia. Muito me orgulho dos meus textos que se aprimoraram com o passar dos tempos e com o aprendizado que tive. Eles mostram que eu cresci, que evolui, que amadureci. Graças à blogosfera conheci diversas pessoas, diversos blogueiros, diversos apaixonados pela escrita.
     Finalizo este post afirmando que não vou “largar este osso” tão fácil, mas que cada vez mais meus manuscritos serão raramente expostos. Sei lá, este não é um post de despedida, mas é a resposta de o por que estar tão sumido deste “mundinho”. Espero que os amigos, os leitores entendam e se divirtam toda vez que aparecer por aqui. Cada vez que sento em frente ao notebook e passo a escrever algo para este blog relembro-me de como passava horas pensando em diversos textos diferentes e de como que eu consegui perder a criatividade para compor novas crônicas, histórias... Enfim, até um breve momento. Até uma nova e boa situação para deixar registrado por aqui, afinal, estes manuscritos são meus e amo cada um deles.

1 comentários:

  1. Allan Penteado

    Oi Italo, saudades de seus post, você sempre teve uma visão jornalística para tudo, e era isso que eu gostava de seus textos. Como disse, nessa vida há uma fase para tudo, lembro-me que esses manuscritos eram atualizados com tanta frequência, e eu me perguntava, da onde saí tanta inspiração? Confesso que eu mal conseguia acompanhar seus textos, rs. Gostava muito daquela época que éramos todos frequentes, mas as coisas mudam mesmo, conforme vamos crescendo vamos nos enchendo de compromissos, até porque como somos jovens devemos corre atrás do nosso futuro, talvez um dia quando voltarmos a ter uma vida menos agitada poderemos ter de volta aquela blogosfera fervente! Parei por um tempão de escreve também, até antes e você, mas agora senti vontade de escrever novamente, só que dessa vez é diferente, falo de coisas diferentes, a vibe é outra, é aí que percebemos o quanto evoluímos! Até mais amigão.

 

2011 por Natalia Araújo 2013 por Allan Penteado. Exclusivamente para o blog Manuscrito. Cópia parcial ou integral é totalmente proibida.