The Voice Brasil - Sam Alves vencedor!

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , , , , , ,



 
     
       Aconteceu, ontem, 26, a final da segunda temporada do The Voice Brasil transmitida pela TV Globo. O programa de competição musical visa escolher a “nova voz” do Brasil e faz parte de uma franquia internacional, o The Voice, que originalmente, começou a ser veiculado pela televisão nos Estados Unidos. Porém, antes de comentar sobre o The Voice brasileiro vamos refrescar a memória sobre o The Voice americano.
      Nos Estados Unidos é comum a veiculação de reality shows musicais. Se formos fazer uma lista vamos de American Idols ao The X Factor e nesta transição muitos outros programas do gênero tentam se dissuadir ante os demais, todavia sem nenhum sucesso. O The Voice foi escolhido o melhor programa musical da atualidade e lá pelos EUA é muito bem sucedido.
      Recentemente, apresentou sua 5ª edição coroando como “a voz” dos Estados Unidos uma cantora jamaicana. Sim, uma jamaicana foi escolhida pelos estadunidenses. Ela se chama Tessanne Chin e, convenhamos, possui uma voz incrível. Confesso para vocês que acompanhei programa após programa desta quinta edição e torcia, insanamente, pela Jackie Lee (que ficou em segundo lugar). Na minha humilde opinião, não há cantora mais versátil na atualidade e tão jovem quanto a Jackie.
      No The Voice americano a banca de jurados é composta por Christina Aguilera (em fim de carreira, minha gente), Adam Levine (cantorzinho de meia tigela que beira o ostracismo do Maroon 5), Cee Lo Green (hãn? Como assim?) e o Blake Shelton (de onde surgiu esse?). Sim, digamos que, internacionalmente, somente 3 jurados deste The Voice  possuem carreira renomada, embora haja certa controvérsia no que acabo de afirmar.
      O importante no The Voice americano é a “excelência” em escolher os melhores representantes da música. Não importa se é bonito ou feio. O que importa é "a voz". Fico perplexo todas as vez que ouço alguém atingir notas agudas perfeitas e realizar floreios e melismas com tamanha facilidade e tudo isto podemos encontrar neste The Voice. Só que na versão brasileira do programa a coisa é bem diferente.


      No Brasil, o The Voice está em sua segunda edição. Os jurados que compõem o programa são Carlinhos Brown (parece mais animador de palco que técnico. Acho que seria mais rentável trocar o apresentador Tiago Leifert pela pessoa do Brown), Lulu Santos (ser multiforme. Não há como descrever), Daniel (representando a parte sertaneja do Brasil e até que acho justa sua participação) e Claudinha Leitte (representando o AXÉ e dando certo glamour ao programa).
      Acredito que as escolhas destes jurados são para denotar o que é a musicalidade brasileira. Na minha opinião, a escolha destes jurados para compor a banca já se tornou ultrapassada, uma vez que, os próprios participantes cantam bem melhor que seus técnicos. Na primeira edição houve a escolha de Ellen Oléria como campeã do programa. Não acompanhei o programa e por isso não sei muito o que reportar, mas uma coisa eu posso inferir. Além dela receber prêmios por levantar a bandeira gay e ser uma representante do gênero na música brasileira onde está seu trabalho? Quem viu sucesso? Eu ainda não. 


      Na segunda edição tivemos como vencedor Sam Alves. Um cearense que foi fazer a vida nos Estados Unidos e que, por infortúnio do destino, tentou participar da quarta edição do programa The Voice e não passou nem das audições as cegas. Acho que o fato dele ter participado de um programa internacional pode ter mexido com o emocional do brasileiro e isto acabou por consagrando-o vencedor. Entretanto, o rapaz canta e muito bem. Confesso que desde sua primeira aparição no programa cantando uma versão da música de Bruno Mars já me chamou atenção e na fase das batalhas ouvi-lo cantar A Thousand Years foi sua consagração.
      O programa acabou e muitos telespectadores acreditam que a escolha de Sam Alves como vencedor foi uma espécie de boicote. Não acho isto! Se pararmos para refletir até no The Voice americano uma jamaicana venceu e por que aqui no Brasil um cara que gosta de cantar músicas em inglês não pode fazer sucesso? Ser cantor brasileiro é cantar músicas em português? Acho que não.
      Que o menino “anjo” de cabelos encaracolados e voz suave faça seu devido sucesso. Há espaço na mídia nacional e internacional para ele. Se for pela explorado pela produtora musical terá uma carreira de êxito e poderá até, quem sabe, a fazer uma participação no The Voice americano e cantando para os jurados uma saudosa música do maranhense Antônio Vieira: “Se tu não quer, tem quem queira!”. Até mais.

2 comentários:

  1. Allan Penteado

    Desculpe-me mas ri do post, ele está carregado de opinião pessoal, achei engraçado falar que a Cristina está no fim da carreira e que o Adam é um cantor de meia tigela rsrsrs falando assim parece que é formado em música Ítalo, não acha que exagerou? Abraço! Mas bem,essa é sua opinião.

  1. Italo Stauffenberg

    é opinião, Allan. rs

 

2011 por Natalia Araújo 2013 por Allan Penteado. Exclusivamente para o blog Manuscrito. Cópia parcial ou integral é totalmente proibida.