Por que a culpa é das estrelas?

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , , , , , ,



 Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) e Augustus Waters (Ansel Elgort), o mais novo casal teen que conquistou o mundo inteiro com sua história de amor em A culpa é das estrelas

      Se você é adolescente ou gosta do universo teen com certeza também deve ser fã de filmes dessa faixa etária da vida. Eu, por exemplo, sou fã assumido dos “clássicos filmes teens holywoodianos”. Como não dar boas gargalhadas da malvada Regina George (Rachel McAdams) e da pseudeo vilã Cady Heron (Lindsay Lohan) no aclamado Meninas Malvadas (2004)? Ou como não se identificar com Lindsay Lohan vivendo a conflituosa Lola, em Confissões de Uma Adolescente em Crise (2004)? E como esquecer de Anna Coleman (Lindsay Lohan), a perigosa adolescente revoltada e rockeira que trocou de identidade com a própria mãe em Uma Sexta-feira Muito Louca (2003)?

      É bem certo que estes clássicos filmes teens (quase sempre estrelados por Lindsay Lohan em sua fase “boa” da vida) são do gênero comédia, mas há também filmes adolescentes envolvendo toda a dramaticidade da fase “atribulada” de todo ser humano, como o caso de amor entre Allie (Rachel McAdams) e Noah (Ryan Gosling) no filme Diários de Uma Paixão (2004). Confesso pra vocês que já vi, revi, re-revi, re-re-revi e re-re-re-reverei esse filme quantas vezes for necessário por que, segundo minha extensa análise, não há história de amor mais linda que a de Noah e Allie. Mas, não é só esse filme de “paixonite” adolescente que chama atenção.

      Você já deve ter visto Um Amor Pra Recordar (2002), filme adaptado do livro homônimo do escritor Nicholas Sparks. Para falar a verdade,  as adaptações cinematográficas de Sparks perdeu a fórmula do sucesso após esse filme e Diários de Uma Paixão, pois Querido John (2010), A última Música (2010), Um Homem de Sorte (2012) e O melhor de mim (2014) são horríveis, a começar pela escolha do elenco. Mas, voltando a e Um Amor Pra Recordar é notório que a historinha de amor entre Jamie (Mandy Moore) e Landon (Shane West) conquistou o mundo inteiro. No Brasil, a temporada 2004 do seriado televisivo Malhação foi uma parcialmente inspirada no sucesso teen.

      Landon e Jamie viveram um amor puro que começou a partir da busca intensa de Jamie pela recuperação espiritual e moral de seu namorado, o revoltado Landon. O final da história muitos já sabem: Jamie morreu em virtude de uma leucemia e Landon tornou-se um homem responsável e moralmente correto. Lindo, não é?

 Mas, por que "cargas d'água" a culpa é das estrelas? 


      E para continuar surpreendendo o mundo teen com histórias de amor que, quase sempre terminam em morte, o vlogueiro e escritor John Green lançou, em 2012, o livro A culpa é das estrelas (se você ainda não viu o filme não leia o post até o final, pois há fortes indícios de spoilers). A história do livro não é nada original, mas não há como não se encantar com o universo teen próprio de Hazel Grace Lancaster e Augustus Waters.

      A culpa é das estrelas chega as telas do cinema neste ano (2014) como uma das grandes promessas de estonteantes bilheterias pelo mundo inteiro. A história de amor do casal adolescente Hazel e Gus foi a mais esperada pelo público teen desde o final da fatídica saga Crepúsculo.O livro já vendeu - só no Brasil - mais de um milhão de exemplares .

      No cinema, Hazel Grace é interpretada pela atriz Shailene Woodley (a mesma que protagoniza Divergente) e Augustus, ou Gus, é vivido pelo "ainda" desconhecido Ansel Elgort. O enredo de A culpa é das Estrelas se baseia na história de dois adolescentes com problemas cancerígenos.  Hazel é uma menina sem esperança alguma que se prepara para a chegada da morte. Gus é um menino cheio de vida que sonha em ser lembrado após sua morte pelos grandes feitos que fizera em vida. 

 Gus, com um buquêzinho de flores, a entregar para Hazel após a chegada do hospital


      Hazel é a típica menina sonhadora que vive mergulhada em seus livros e acredita que, por ser doente, nunca encontrará o grande amor. Gus é fã de games e séries de zumbis com muito sangue, morte e adrenalina, sem esquecer, é claro, do fato de ser um bobão.

      A história de Green convence e Hazel e Gus parecem conquistar cada vez mais o público. Pude assistir a estreia do filme em um cinema de São Luís. Não é comum ver pessoas assistindo a última sessão do dia e mais incomum ainda é ver uma sessão lotada de pessoas e, pasmem, não eram todos adolescentes.

      O amor de Hazel e Gus perpassa o drama da doença. Green foi inteligente ao não apresentar ao público somente uma menina cancerosa e amargurada pela doença, mas um personagem que, mesmo sabendo que um dia irá morrer, transmite uma segurança e aura que diz “Ei, eu estou aqui. Eu quero viver enquanto posso!”. Já Gus, bom, fiquei fã do ator que o interpretou.

      Ansel Elgort nem de longe é o típico garoto lindo de morrer, mas a simpatia do rapazinho contagia. É difícil contracenar com Shailene Woodley, uma garota que, particularmente, é linda. E o melhor em toda a dramaticidade é ver os diálogos puros e simples que fazem do casalzinho tão apaixonante. 

 Cena do jantar romântico entre Hazel e Gus, em Amsterdã (Holanda)


      Durante o filme há algumas cenas que Gus não é nada refinado, como por exemplo, das várias vezes em que ele não carrega Hazel nas mãos quando ela sente falta de ar ou quando ele não a ajuda a subir as escadas. Na verdade, tudo o que Gus tenta passar é que ele não vê Hazel como uma doente, mesmo sabendo que ela é uma menina cancerosa.

      Aos poucos, ele vai conquistando a atenção e admiração de Hazel e a leva a Amsterdã, na Holanda, para conhecer o escritor do seu livro preferido, “Uma aflição Imperial”. A visita ao escritor Peter Van Houten (Willem Dafoe) não foi nada agradável, mas apesar disso, o clima romântico da cidade florida de Amsterdã não atrapalhou o casal que, em solo holandês,  deram o seu primeiro beijo e tiveram a sua primeira noite de amor.

 Gus e Hazel, passeando pela cidade de Amsterdã (Holanda), em uma das cenas do filme


      A culpa é das estrelas é um filme fascinante. Poderia ressaltar a atuação de Shailene Woodley que, segundo minha análise, não foi muito boa, mas me limito a não destacar esse ponto de vista devido a adaptação ser excelente num contexto geral.

     E por que “A culpa é das estrelas”? O que tem a ver o título com a historinha do casal? Bom, em seu blogue no tumblr, Green afirmou que "o título é inspirado em uma famosa cena da peça de Shakespeare: Júlio César (Ato 1, cena 2). O nobre Cassius diz a Brutus: "A culpa, caro Brutus, não é de nossas estrelas, mas de nós mesmos, que somos subordinados.

      Entretanto, apesar da influência shakespeariana, não é essa a definição para culpar as estrelas. Assista o filme e tire as suas próprias conclusões. Chore, ria, divirta-se, sinta uma ligeira aflição por Gus sempre chamar Hazel de “Hazel Grace” ao invés de “só Hazel” como ela gosta de ser chamada e, principalmente, delicie-se com o épico da literatura teen contemporânea. É excelente. 
 

3 comentários:

  1. Lucas Marreiros

    Obrigado pelo comentário lá no blog. Ainda não li o livro, mas estou doido pra ler, não sei nem se vou assistir o filme antes.

  1. Anônimo

    Resumo do por que o nome se chama "a culpa é das estrelas"
    Estrelas quer dizer destino
    Então seria A culpa é do destino!

  1. Anônimo

    Resumo do por que o nome se chama "a culpa é das estrelas"
    Estrelas quer dizer destino
    Então seria A culpa é do destino!

 

2011 por Natalia Araújo 2013 por Allan Penteado. Exclusivamente para o blog Manuscrito. Cópia parcial ou integral é totalmente proibida.