Festa boa é festa na casa alheia!

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , , , , ,

Seleção Alemã consagra-se tetracampeã mundial de futebol, na Copa no Brasil; é o primeiro país europeu a vencer uma Copa nas Américas

      Não basta ganhar o título dentro de campo, tem que ganhar fora e conquistar os holofotes do mundo inteiro. Como brasileiro, muitos seriam os meus motivos para enaltecer a minha seleção e o meu país, afinal de contas, a Copa foi no Brasil e de todos os campeões do mundo, o Brasil é o único que não conseguiu vencer uma Copa sequer dentro da própria casa. Lastimável, mas pelo menos, vencemos na casa dos outros e é como o ditado vale: festa boa é na casa alheia!
     E a esse mesmo ditado estendo meus merecidos votos de parabéns, chegou a sua vez, estava na hora, era para ter sido assim, o resultado é fruto de um trabalho de muitos anos e por aí vai, a Alemanha, campeã da Copa do Mundo no Brasil, que não conquistou (Gol da Alemanha) o título no dia 13 de julho, não. Esse time já belisca na taça há muito tempo, mas só agora puderam ter a chance de erguê-la e consagrarem-se campeões.
      Confesso para todos vocês que, para mim, todo o segundo lugar de todas as competições são os primeiros perdedores. Ninguém merece chegar no “quase lá”. O bom mesmo é ganhar e se não for assim que seja com classe ou com um belo 7x1 (Gol da Alemanha).
      O Brasil viveu um mês de pura festa. Era sabido que iríamos receber bem os turistas e que iríamos causar alegria constante na vida destes estrangeiros que só queriam tirar uma “lasquinha” das nossas morenas com seus pandeiros avantajados e tirar uma onda de “malandro carioca”. Teve gringo que se sentiu um quase brasileiro e quis até roubar a torcida nacional para o seu time, como o jogador Lukas Podolski (Gol da Alemanha) que, apesar de ter jogado pouco mais de 20 minutos na Copa, estava antenado virtualmente e movimentou a torcida brasileira a seu favor.

Ao final do jogo Alemanha x Argentina, o Cristo Redentor, monumento brasileiro vestiu-se de vermelho, preto e amarelo para homenagear a seleção campeã, a Alemanha

      Ontem, quando estava assistindo a final da Copa em casa com minha família me perguntei onde estava em 2002 quando o Brasil consagrou-se pentacampeão. E para falar a verdade verdadeira, eu não me lembro. Tinha 10 anos de idade, mas lembro-me daquele corte de cabelo horrível de Ronaldo, que mais parecia o Cebolinha da Turma da Mônica, lembro-me daquele gol de falta magistral de Ronaldinho Gaúcho sobre a Inglaterra e lembro-me daquela seleção “sensacional”.
      Perceba que coloquei entre aspas o sensacional e sabe por quê? Por que naquela época (Gol da Alemanha) a seleção era tão desacreditada que ninguém pensava que ela iria conquistar o título. Vínhamos de um amargo vice-lugar na Copa da França que abateu a nação (Gol da Alemanha) como um todo e todas as apostas estavam em Ronaldo Nazário de Lima, o Ronaldo Fenômeno. Será que ia dar “bicheira” no joelho dele de novo? Será que ele iria amarelar de novo?
      Foi amargo o caminho da seleção até a vitória sobre a Alemanha na Copa da Coréia/Japão. Aos desavisados, lembro que foi em São Luís do Maranhão, em um jogo da roda final das eliminatórias para a Copa contra a Venezuela, no antológico estádio do Castelão, com vitória da seleção brasileira por 3x0 (dois gols de Luisão e um de Rivaldo) que a seleção conseguiu vaga para esta Copa.
      (Mais um Gol da Alemanha) Ainda lembro-me de meu pai me convidando para ir assistir a este jogo, mas eu não era muito fã de futebol. Como me arrependo!
      Chegando a Copa de 2002, vieram jogos emocionantes contra a Turquia (duas vezes, uma na primeira fase e outra na semifinal), China (ganhamos de 4x0), Costa Ria (nem de longe esta seleção que se apresentou na Copa de 2014), Bélgica, Inglaterra e Alemanha. Que Copa, que seleção!
      Passaram-se quatro anos e veio a Copa da Alemanha e junto dela aquela boa sensação de que seríamos hexa! Como não acreditar naquele time que tinha o melhor trio de goleiros brasileiros do mundo (Júlio César, Rogério Ceni e Dida)? E a defesa formada por Cafu, Lúcio, Juan, Roberto Carlos, Cicinho, Luisão, Cris e Gilberto? E o meio de campo formado por Emerson, o brilhante Kaká (que um ano depois viria a consagrar-se o melhor jogador do mundo pela FIFA), Ronaldinho Gaúcho, Zé Roberto, Gilberto Silva, Mineiro, Juninho Pernambucano e Ricardinho? E no ataque o quarteto liderado por Adriano, Ronaldo, Fred e Robinho? Uma seleção mágica. Os melhores jogadores do mundo. Os ídolos de uma geração e uma triste eliminação contra a França em 1 de julho, um sábado, com um gol do francês Thierry Henry nas quartas de final. Eu estava em casa, segurando firme o travesseiro do quarto de minha mãe. Eu não acreditava que aquela seleção havia fracassado, que aquele quarteto fantástico formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano des-fantásticou.

Zoações nas redes sociais com o jogador Lukas Podolski, o alemão mais brasileiro da Copa

      Mas, como todo bom brasileiro eu não desisti e acreditei que na Copa da África do Sul o hexa poderia vir. E não veio, de novo. A fatídica eliminação contra a seleção holandesa nas quartas de final e a volta amarga para casa. Os 23 jogadores não deram conta do recado e mais uma vez o sonho do hexa havia sido transferido para a Copa no Brasil.
      E não veio, novamente. Que alegria! E todas as palmas para a seleção campeã (virou passeio, Gol da Alemanha), a Alemanha. Uma seleção que construiu um resort no litoral baiano, em Santa Cruz Cabrália, e após sua saída anunciou que doaria o local para a construção de uma escola de referência. Além disso, doaram cerca de R$ 30 mil para nativos a fim de que eles comprassem uma ambulância para auxílio no transporte de doentes para regiões em que há hospitais que possam atendê-los.
      Uma seleção que brilhou dentro e fora de campo. Ensaiadinhos ou cavalheiros por si só? A seleção alemã mostrou que, mesmo se não vencesse a Argentina na final do torneio, seria a seleção mais vitoriosa de toda a Copa. E seria catastrófico assistir uma seleção que teve o melhor meio de campo da Copa, a melhor defesa da Copa, o melhor ataque da Copa, os melhores jogadores reserva das da Copa, o melhor TUDO na Copa não ganhá-la. O “você foi muito longe” restou a seleção argentina que não mereceu em nada ter chegado a esta final, mas chegou e mostrou como é catimbeira e como sabe tentar atrapalhar a vida de outras seleções.

      Estima-se que 600 mil estrangeiros de 203 nacionalidades deram o ar da graça nessa Copa e quem ganhou foram só os brasileiros que foram bastante elogiados por sua recepção. Na Copa da África do Sul, 310 mil estrangeiros prestigiaram o evento. 

Estrangeiros na Copa no Brasil

Obs.: este post foi escrito durante o jogo Brasil e Alemanha, em 8 de julho de 2014. rs

Famosidades - E o que não faltou de famoso na final da Copa do Mundo, no Maracanã não foi brincadeira. o Site PapelPop listou alguns famosinhos de plantão que deram o ar da graça na final do torneio mais disputado e visto do mundo. Entre eles, a cantora Rihanna, Gerard Piqué, Aston Kustcher, Kellan Lutz (esse ninguém lembra de nome, mas é um dos vampiros da saga Crepúsculo, Gerard Butler, David Bechham, Mick, Jagger, Gisele Bündchen e Tom Brady e outros brasileiros que não valem a pena serem citados. 

 Ex-jogador inglês mais conhecido do mundo. pela beleza, por que pelo futebol, convenhamos, né? David Beckham é uma das celebridades globais a prestigiar a final da Copa do Mundo no Brasil

 Gerard Butler, ator canadense, que ficou mundialmente conhecido por seu papel no longa-metragem 300 em que interpretava o Rei de Esparta

 Gerard Piqué, jogador do Barcelona e da seleção espanhola. Também é marido e pai do filho da cantora colombiana Shakira, a diva musical de todas as Copas

 Angélica e Luciano Huck sabendo ser bons anfitriões e levando o astro de Hollywood, Aston Kutcker a final da Copa do Mundo

 O bombado Kellan Lutz, um ator de Hollywood que só sabe o que é sucesso por ter interpretado um dos vampiros da Saga Crepúsculo. O personagem sem expressão não foi mais forte que sua estrutura corporal. Enfim, é mais um clicado na final da Copa do Mundo

 Mick Jagger, sexagenário vocalista da banda Rolling Stones, decidiu ir na final da Copa do Mundo com seu filho, Lucas, fruto de uma pseudo-relação com a apresentadora de TV e ex-modelo, Luciana Gimenez. Acho que ele foi Argentina nessa final! rs

A cantora Rihanna sendo humilde ao lado das sub-celebridades globais (Fiorella Mattheis e Fernanda Paes Leme)

0 comentários:

 

2011 por Natalia Araújo 2013 por Allan Penteado. Exclusivamente para o blog Manuscrito. Cópia parcial ou integral é totalmente proibida.