Encontro com Fátima Bernardes #ItaloPeloRio

Posted by Italo Stauffenberg Marcadores: , , , , , , , ,



Ainda me lembro bem daquela madrugada. Acordamos pontualmente às três da manhã. Parecíamos “pintos no lixo”. Felizes até as tampas da panela de pressão com a possibilidade de poder entrar na Rede Globo de Televisão e estar na plateia do programa “Encontro com Fátima Bernardes”. Uma oportunidade única, vai! Quem ousaria imaginar que cinco estudantes retirantes do Nordeste (especificamente do Maranhão) poderiam estar naquele lugar durante uma simples viagem para apresentação de um trabalho em um congresso nacional de comunicação social (o Intercom Rio 2015)?
Pois bem, foi bem dessa forma que nos mudamos para o Projac lá pelas tantas do Jacarepaguá. Durante nossa estadia na “Cidade Maravilhosa” nos locamos em Copacabana, talvez, o bairro mais conhecido e respeitável da capital carioca. Não que os demais bairros sejam desqualificados, mas Copa é Copa, meu amor!
Em um prédio na esquina da Av. Prado Junior com a Av. Ns. Senhora de Copacabana, eu, Moysan Alves, Dâmaris Costa, Raysa Guimarães e Tâmara Cantanhede saímos bravamente às 4h da manhã pelas ruelas de Copa com o intuito de pegar um ônibus com destino ao outro lado da cidade. Ao encaramos a fria e escura Copa da madrugada nos deparamos com algumas “primas”. Não, não encontramos nossas parentes, mas aquelas mulheres chegadas aos trabalhos forçados da madruga.
Entre uma boate e outra percebíamos a movimentação de táxis que ora buscavam e ora levavam clientes desses ambientes. E o ônibus? Bom, enquanto estávamos ao relento frio da noite, nada e nenhum sequer circulava. A alternativa foi nos deslocarmos até a Av. Atlântica (orla da Praia de Copacabana). Nosso GPS humano (Raysa) tinha total certeza de que o busão iria passar por lá. Então, decidimos fincar raízes em frente ao Copacabana Palace e esperar pela boa vontade do 332 (o tal ônibus) que nos levaria ao Projac
Por algum motivo do além, esse ônibus também não apareceu. A solução, para desespero financeiro de alguns, foi parar um taxi e pedir informações. Quando nos demos conta já estávamos dentro do automóvel em direção ao Projac. Detalhe, segundo o taxista, o percurso custaria algo em torno dos R$ 60. Grave este valor.
De uma simpatia carioca e disposto a responder todas as nossas perguntas, Seu Jorge, o taxista, nos detalhou algumas particularidades da capital carioca. Durante nosso trajeto para a Central Globo de Produções, o senhor de meia idade, aparentemente com 45 anos, bem vivido, poucos cabelos brancos e um porte físico invejável para a sua idade nos serviu como guia desta encantada cidade. Ao que me lembre, passamos em frente aos bairros do Botafogo, São Cristóvão (que segundo ele se chama Vasco da Gama agora), Barra da Tijuca e outros tantos. Favelas? Não, não me recordo de encontrar alguma pelo caminho. Perguntei a ele qual a mais perigosa da cidade. Ele, educadamente, fez a linha “carioca” e defendeu seu povo afirmando que violência se encontra em qualquer lugar.

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Teve até gente que gravou minha participação. Lavra esse caixão que tô é morto!


Acontece que conversa vai e conversa vem, o taxímetro do automóvel amarelo já ultrapassava os R$ 100. Para quem nos afirmou que eram somente 60 contos de réis... Certo ou não, o trajeto era bem longínquo. Mesmo sem congestionamento algum, saímos de Copacabana por volta das 5h e chegamos ao Projac às 6h. Antes de aportarmos na Globo passamos pela Cidade Olímpica (que ainda está em fase de construção) e pela Cidade do Rock (espaço em que será realizado o Rock in Rio 2015).
Após pagarmos R$ 140 ao taxista (sim, você não leu errado) entramos pela portaria no anexo 3 do Projac. Lá é o espaço destinado a entrada e saída de funcionários da emissora. Fomos recebidos por um simpático atendente magro, sorridente, mas com um corte de cabelo pavoroso. Era um moicano mal cortado, que ao invés de ressaltar sua beleza o deixava apenas como um morador de alguma favela da cidade. Não que esteja sendo preconceituoso com os moradores de favelas. Não é isso, mas temos que concordar, né?
Fomos alertados de que o pessoal da triagem de plateia só chegaria às 7h30. Ou seja, teríamos que esperar 1h30 até que pudéssemos encontrar uma resposta afirmativa sobre nossa participação no programa “Encontro com Fátima Bernardes”. Também nos avisaram que não poderíamos tirar foto alguma naquele lugar. Ok. Nos recolhemos a nossa insignificância e atentamente esperamos. A cada momento, um “famoso” aparecia. Foi assim que vimos a chegada da atriz Bianca Rinaldi, do ex-alteta Giba e do “cantor” Fiuk. Eles iriam participar da final do reality Super Chef, no programa “Mais Você”, da Ana Maria Braga.
A partir das 7h30 percebemos a chegada de outras meninas para também participarem do programa. Que Deus me perdoe, mas elas estavam super mal vestidas. Não tenho a pretensão de julgar quem quer que seja, mas no quesito vestuário eu me intrometo. Não é por que você é carioca, suburbana e qualquer coisa que for que tem que se vestir mal ou como uma piriguete. É triste ver que muitas mulheres já mostram o quão não se dão valor pela vestimenta. Não me refiro ao fato de se vestirem como beatas, mas há uma maneira interessante de mostrar a sensualidade. E ela não está diretamente relacionada a roupa, mas a forma como você se comporta. Ok, não sou consultor de moda. Próxima pauta.
Recebidos pelo produtor João Campos, que mais parecia um animador de plateia, todos os “convidados” da Fátima foram orientados a como se comportar durante o programa. Antes disso, uma pausa para um lanchinho delicioso. Outra figuraça da produção era o Marcelo. Ele agitava a galera fazendo piadas e contava situações engraçadas já vividas durante os programas passados até que formos direcionados ao estúdio de gravação.
Os sessenta lugares da plateia foram devidamente preenchidos pelos fã-clubes do cantor que se apresentou no programa naquele dia e pelas demais pessoas que se inscreveram com o único intuito de “aparecer na telinha”. Eu e meus quatro amigos fomos posicionados em um lugar privilegiado: ao lado dos convidados do programa que seriam entrevistados pela Fátima. Eu, por exemplo, a qualquer momento aparecia gordo e rosado na TV.
A Fafá (saca só a intimidade do garoto!) foi uma fofa com os convidados. Atenciosa, ela sempre se disponibilizava a tirar fotos com os fãs e estava sempre com um sorriso no rosto. Ao final do programa ela se reuniu com toda a plateia para uma foto oficial. Legal, né? E foi assim que encerramos nossa participação no “Encontro com a Fátima Bernardes”. É fato que por sermos estudantes de jornalismo seria bem mais proveitoso um contato com profissionais da área ao invés de um programa de entretenimento, mas TV é TV e Globo é Globo. Sambamos na cara da concorrência que nunca irá pisar no Projac. HAHAHAHAHA’. Os recalcados chiaram, mas quem acabou comendo pedigree fomos nós.


Meus amigos, exímios haters, tiraram várias fotos e entupiram meu whatsapp dessas imagens lindas de minha pessoa super contente na plateia. #MuitoAmorEnvolvido

3 comentários:

  1. Gustavo Botelho

    Olá Ítalo, boa noite, tudo bem?
    Achei muito legal o seu relato, porém fiquei com uma dúvida...
    Agora em dezembro vou pro Rio, e quero participar da platéia do Encontro, porém já passei vários e-mails pro João Campos e me inscrevi no site do GShow, e até agora não recebi nenhuma resposta.
    Vocês foram sem um agendamento prévio, ou já haviam sido cotados pela produção para participar da platéia? Obrigado! Abraços

  1. Italo Stauffenberg

    Gustavo, olá!
    Foi um amigo meu que cuidou dessa parte. Eu não sei como foi a solicitação dele com o João. Mas tem essa alternativa de se inscrever pelo site, sim. Todavia, te desejo sorte. Foi excelente o tratamento da produção com os convidados. Coisa phyna. Coisa de Globo rs
    Abraços.

  1. Gustavo Botelho

    Entendi. Globo é Globo né, não se compara! Kkkk
    Obrigadão Ítalo.

 

2011 por Natalia Araújo 2013 por Allan Penteado. Exclusivamente para o blog Manuscrito. Cópia parcial ou integral é totalmente proibida.